terça-feira, 30 de junho de 2009

Sobre o Ator

Cena do espetáculo teatral "A Quase dor de uma Intensa Alegria" - Criação e direção de Sandro Freitas - Com Mazé Alves e Sandro Freitas no elenco - Foto de Edimar Soares - Goiânia-1993.

Jim

Imaginei
Recriar da minha angústia
Um novo Ser

Ser um pequeno animal estético
Ser matéria prima

sábado, 20 de junho de 2009









"O CLOWN ESPANTA O MEDO, ESTA É A SUA FUNÇÃO."
Luiz Otávio Burnier

A Morte do Cisne





Inspirado no mais famoso balé criado por Michael Fokine, o bailarino e coreógrafo Sacha Witkowski apresenta A Morte do Cisne, dirigido por Sandro Freitas.
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O bailarino e coreógrafo Sacha Witkowski foi buscar inspiração no cisne para seu novo espetáculo solo. Mais do que uma simples ave, o cisne vem sendo desde o século XIX usado como metáfora na dança para simbolizar a descoberta do ser. É por este caminho que segue A Morte do Cisne. Criado para ser um mito do balé, esse ser é revelado pelo coreógrafo e pelo diretor Sandro Freitas de maneira nada convencional: decadente, desiludido, morto. A trilha sonora inclui Oração de Madre Díos e Carnaval dos Animais, de Saint Saens.
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Solo

O solo criado por Fokine para a bailarina Anna Pavlova, em 1905, passou por uma releitura, na qual o cisne é visitado desde sua criação, passando pelo conhecimento de sua razão e reconhecimento de sua beleza, até o momento em que é consumido por esse conhecimento. Sacha Witkowski apresenta, a partir de uma visão não virtuosa, um momento ritualístico de descoberta do ser. Criado para ser um mito do balé, esse ser é revelado pelo coreógrafo de maneira nada convencional – decadente, desiludido, morto. O trabalho é pautado na Dança Contemporânea, explorando movimentos lentos e contorções.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Opinanando



Sobre o Amor
(por Mayara Vila Boa)


Tochas de fogo traçam um círculo no centro do palco. Quando sobem, iluminam um rosto pintado e as cortinas vermelhas que servem de cenário. Quando descem, iluminam as sapatilhas daquele que descobrimos palhaço. Enquanto escutamos algo que fala de amor.Dois palhaços, um amor. Um amor que começa assim mesmo, de cara pintada, alma lavada e coração desatento. Eles se encontraram num baile de carnaval. De máscaras, Mário não percebe que beija um homem. Quando descobre, reluta, diz que não é mulherzinha. Mas, já é tarde. Se apaixonaram.Uma dessas paixões que não tem explicação, que começa ali mesmo, sem mesmo saber o nome do outro e se descobre maior cada vez que se encontram e se conhecem mais um pouco. Tem explicação para o amor de dois homens? Eles se perguntam... Aí, só restam duas coisas, ou deixar que o tempo acabe com ela ou esperar que ela chegue em algum lugar.Os dois palhaços, Pedro e Mário se entregaram ao amor. E a vida deles se encheu de:“- Pedro, eu te amo!- Eu sei disso, palhacinho!”Pedro era palhaço de circo, tinha o desejo e a necessidade de girar o mundo. Mário era palhaço de rua, pés e raízes fincados num lugar à espera de Pedro. Quando as turnês os separavam, só lhes restavam as cartas. Mas até que ponto poderiam dar publicidade a esse sentimento?Um dia, sem saber bem onde começou, o ciúme e a tristeza invadiram aquele lar que antes era só de amor. E o relacionamento dos palhaços foi murchando, murchando até que Pedro decidiu deixar Mário. Não sem sofrer, não sem quase morrer de amor, não sem ter o coração em pedaços. Mas ele foi.Mário começou a beber e não teve mais notícias de Pedro. Não sabia se tinha sido um acidente ou até mesmo a greve dos correios. Desapareceu, sumiu, sem notícias...Para os pessimistas talvez a história terminaria aí, os otimistas torceriam por um final feliz, para outras pessoas, tanto faria. Mas o final do espetáculo só vai saber quem assistir “Sobre o Amor”, da Cia. Trupicão. A direção e o roteiro do espetáculo são de Sandro Freitas e atuação de Luca de Oliveira e Wesley Maurício. O desenho de luz é de Cláudio Galvão, que por sinal ficou maravilhoso.P.S: Preparem o lenço!
Postado por Mayara Vila Boa

Companhias selecionadas para o Projeto Postais Cênicos

O Projeto Postais Cênicos divulgou os grupos que terão suas fotos impressas em cartão-postal e expostas em diversos espaços de Goiânia, tais como hotéis, restaurantes e espaços culturais. Os selecionados são: Cia de Teatro Nu Escuro, Cia Benedita de Teatro, Teatro Artes & Fatos, Pinheiro Produções Artísticas, Teatro Bastet, Cia In Cena, Quasar, Solo de Dança, Grupo Aqui, lá, quá, Grupo Trupicão Cia. de Teatro, Teatro Ritual, Zabriskie, Cia de Teatro Sala 3, Cabessa de Vaca Cia de Teatro, Teatro Exercício, Cia Teatral Martim Cererê, Companhia Mínima, Viver Como Quem se Arrisca, Esqueteria Macacos e Grupo de Teatro Que Roda.
Fonte: Cia in Cena. Foto: Cristiano Mullins (Ator-Produtor; Cia in Cena.).

domingo, 14 de junho de 2009

CURRICULUM/Sandro Freitas.

Sandro Freitas/Espetáculo: Fruta no Ponto. Texto: Roseana Murray. Direção: Constantino Isidoro.

Curriculum
Sandro Freitas / Ator e Diretor de Teatro.


Atuou nos espetáculos:

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· 1987 – Inicia nas artes cênicas com o professor Sandro di Lima na Escola Técnica Federal de Goiás, onde participa como ator da montagem do espetáculo: “Oi nóis aqui traveis” – Criação coletiva dos alunos.
· 1988 – “OPRUS’6” – Criação coletiva do grupo Genitália de anjo. Direção: Sandro di Lima.
· 1991 - “TERROR E MISÉRIAS DO III REICH” de Berthold Brecht. “Anthropos cia de arte”. Direção: Constantino Isidoro.
· 1992 – “LUIZA, QUASE UMA HISTÓRIA DE AMOR” de Maria Adelaide Amaral. Direção: Constantino Isidoro.
· 1993 – “ORIGEM DA PRIMAVERA OU A MORTE NECESSÁRIA EM PLENO DIA” – de Clarice Lispector. Direção: Mazé Alves.
· 1993 – “FRUTA NO PONTO” de Roseana Murray. Direção: Constantino Isidoro.
· 1997 - “A VIDA É SONHO” de Dom Pedro Calderón de LaBarca. “Anthropos cia de arte. Direção Constantino Isidoro”. Indicado aos prêmios de melhor ator durante os festivais: XV Mostra de teatro de Anápolis-Go. e I Festival Nacional de Teatro de Guarulhos-SP.
· 1997 - “HAMLET NOS BATE A CARTEIRA” de Nelson Rodrigues. “Anthropos cia de arte. Direção: Constantino Isidoro. Indicado ao prêmio de melhor ator durante o VI Festival Estadual de Teatro”.
· 1998 – “AMÉRICA” – Texto e Direção de Ranulfo Borges. Grupo Mafuá do Malungo.
· 1999 - “A VISITA DA VELHA SENHORA” de Friedrich Dürrenmatt. “Companhia da Visita”. Direção: Sandro di Lima.
· 2000 – “A PEQUENA SEREIA” de Hans Christian Andersen – Direção: Luis Roberto Pinheiro. Pinheiros Produções Artísticas.

2000 _ "QUE APETITE" - Texto e direção de Ana Cristina Evangelista. Teatro Zabriskie.
· 2001 – “A DAMA E O VAGABUNDO”, Texto e Direção de Luis Roberto Pinheiro. Pinheiros Produções Artísticas.
· 2002 – “O MAGIGO DE ÓZ”, Texto e direção de Luis Roberto Pinheiro. Pinheiros Produções Artísticas.
· 2002 – “AUTO DA PAIXÃO DE CRISTO”, de Hugo Zorzetti. Coordenação: Júlio Vann. Direção Geral: Shell Júnior.
· 2005 – “A PEQUENA SEREIA”, de Hans Christian Andersen. Direção: Luis Roberto Pinheiro. Remontagem da Pinheiros Produções Artísticas.
· 2005 – “SOBRE O AMOR”- Atua, além de redigir o roteiro e dirigir o espetáculo.
Dirigiu os Espetáculos:

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· 1993 - “CADEIRAS PROIBIDAS” adaptação livre da obra de Ignácio de Loyola Brandão. Indicado ao prêmio de melhor diretor durante a XI Mostra de Teatro de Anápolis.
· 1994 - “A QUASE DOR DE UMA INTENSA ALEGRIA” colagem com textos de autores diversos. Indicado ao prêmio de melhor diretor durante o II Festival Regional – Goiânia-Go.
· 1994 – “INOCÊNCIA LANCINANTE” – Texto e Direção de Sandro Freitas.
· 1995 – POESIA FEMININA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA – Texto de Autores diversos.
· 1998 - “CLOWSTROFOBIA” adaptação livre da obra de Ignácio de Loyola Brandão. Grupo trupicão cia de teatro. Estreou durante a I Zabriskie Mostra o Teatro Goiânia-Go.
· 1999 – CEREAL, TELEVISÃO E MIOJO – Texto e direção de Sandro Freitas. – Grupo Trupicão.
· 2000 - “TRIVIAL SIMPLES” de Nelson Xavier. Premiado como melhor diretor durante o VIII Festival de Teatro de Goiás.
· 2000 - “O AMOR QUE DIZ SEU NOME” de Sandro Freitas. Prêmio de melhor diretor e melhor trilha sonora durante o II Festival de Poesia Encenada, Goiânia-Go. Grupo Trupicão cia de Teatro.
· 2001 – “ENSAIO NUMERO 1” – Texto de Robson Parente, Sandro Freitas e Natasha Witkovski.
· 2001 – “REI ARTHUR” – Texto de Celso Lemos. Grupo Mafuá do Malungo.
· 2001 - “SIMULACRO” criação e concepção de Sandro Freitas. Performance executada por Robson Parente. Participou da III Bienal das Artes do Mercosul em Porto Alegre/ PR. Curadora: Leonor Amarante.
· 2003 – “DIÁLOGO NOTURNO DE UM HOMEM VIL” de Friedrich Dürrenmatt. Grupo Trupicão cia de Teatro.
· 2004 – “REI ARTHUR E OS CAVALEIROS DA TÁVOLA REDONDA” Texto e Direção de Sandro Freitas. Grupo Trupicão cia de Teatro.
· 2005 – “SOBRE O AMOR” – Roteiro e Direção de Sandro Freitas. Grupo Trupicão cia de Teatro.
· 2006 – “JOANA DAR’C” Texto e Direção de Sandro Freitas. Cia Carlos Moreira.
· 2008 – Remonta o espetáculo “SOBRE AMOR” incluindo o subtítulo: (Procedimentos, Movimentos e Representações), revisa o roteiro e dirige o espetáculo.








segunda-feira, 8 de junho de 2009








Lenita Caetano e Luiz Eduardo Carneiro - Cena do espetáculo teatral: "Trivial Simples" - Texto de Nelson Xavier - Direção: Sandro Freitas.






“(...) Em hebraico sequer existe uma palavra para designar o corpo ou a carne separada da totalidade humana. O corpo não é uma parte do homem, um de seus componentes, sendo o outro a “alma ou o espírito” ou qualquer outro fantasma solitário.”
Roger Garaudy



“A linguagem Performance favorece, enquanto collage, a externação dessa ideologia, na medida em que o artista tem total liberdade de manipulação (ao contrário de outras linguagens teatrais em que essa possibilidade é limitada). Nesse sentido, o criador da performance enquanto colador dispõe de poder de estabelecer uma expressão de resistência.”
Renato Cohen


“Não faz mais sentido ver o corpo como um lugar para a psique ou o social, mas sim como uma estrutura a ser monitorada e modificada. O corpo não como um sujeito, mas um objeto – não um objeto de prazer, mas um objeto de projeto.”
Beatriz Ferreira

“Que vos admira ou espanta;
Se o meu mestre foi o sonho,e estou em ânsias temendo que acorde e que me ache outra vez em minha cerrada prisão. Mesmo isto não sendo sonho, o sonhá-lo já me basta; assim, cheguei, a saber, que a felicidade humana, enfim, passa como sonho, e hoje quero aproveitar o tempo que ela durar, pedindo, de nossas faltas, perdão, pois, de peitos nobres é tão próprio o perdoar.”
Dom Pedro Calderón de la Barca




“O ator renasce – não somente como ator, mas como homem – e, com ele, renasço eu. É uma maneira estranha de dizer, mas o que se verifica, realmente, é a total aceitação de um ser humano por outro.”
Jerzi Grotóvski, em busca de um teatro pobre.


“O corpo escorrega em sua superfície o desejo. Este determina as infinitas variantes e nuanças que se combinam e montam diferentes formas.”
Carlos R. Briganti


“Performance é aquilo que não foi nomeado, que carece de uma tradição, mesmo recente, que ainda não tem lugar nas instituições. Uma espécie de matriz de todas as artes”.
Jocken Gerz


“O artista é um homem que não pode se conformar com a renúncia à satisfação das pulsações que a realidade exige. Toda arte é o desenho do desejo. O artista da livre vazão a seus desejos eróticos e fantasias. A realidade interdita o tempo todo. Desde coação social até a gramática. A obra de arte se caracteriza pela transgressão, por não obedecer a gramática.”
Sigmund Freud




“Minha mãe costumava dizer, corra com o coração do cego.”
Kazuo Ohno


“Quando a gente dança, tenta relembrar aqueles jogos antigos.”
Minoru Hideshima